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Para quem não conhece, Ange ou Démon é uma fragrância oriental floral da casa Givenchy lançada em 2006 e se tornou um dos grandes sucessos da marca. Ao longo desses mais de 10 anos já foram lançadas 17 versões dentro dessa linha, sendo que 6 ainda continuam sendo oficialmente comercializadas nas perfumarias. A resenha de hoje é sobre a versão original e mais antigas de todas, a Eau de Parfum (EDP).

Entre o escuro e a luz, seu segredo permanece. Uma fragrância intrigantemente sensual com um segredo que não pode ser desvendado … Envolvido dentro de mil facetas é a essência do eterno mistério da sedução. Sutilmente sublime e quase acariciando a pele, Ange ou Démon é uma tentadora fragrância de sedução que, como a aparência indescritível de uma mulher misteriosa, cativa e seduz.

Composição: laranja, mandarim, tomilho branco, açafrão, lírio, ylang-ylang, cedro, palissandro (é um tipo de madeira), baunilha e fava tonka.

É incrível como a fragrância de Ange ou Démon faz jus ao nome! Logo quando você borrifa o perfume na pele, o aroma do floral branco com pétalas um tanto atalcadas das gotinhas de mandarina e laranja levemente adocicadas te induz a pensar em uma mulher quase menina, vaidosa e um tanto ingênua.

Pelas notas de base, já dá para perceber que a fragrância é realmente oriental. Não sei se vocês conseguem captar quando falo isso, mas Ange ou Démon é extremamente “quente”. É a boa dose dessa sensação quente que faz o aroma se tornar deliciosamente sedutor! Em relação às suas outras notas, o perfume é incrivelmente enigmático. Sua evolução varia frequentemente e é essa a sua proposta. Há ocasiões em que o Ange é o destaque, sobressaindo a delicadeza e inocência com suas notas florais e frutadas.  Mas é claro que o Démon faz questão de roubar a cena quando suas notas exóticas e sedutoras, algo que lembra aromas de incenso queimando, juntamente com o ylang-ylang (não me canso de dizer que é um aroma afrodisíaco), o açafrão e a baunilha explodem, tornando-se um aroma marcante e provocativo. E é nessa brincadeira de sou ou não sou que Ange ou Démon desperta a todo instante a curiosidade alheia.

Camila Reis

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